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10ª – Filipenses 3: 1-21 – O Tabernáculo de Davi: judeus e gentios!

Objetivo

Com este fascículo estamos chegando ao fim do primeiro volume do Curso de Estudos das Profecias. Nesta série estudamos as principais questões relativas ao retorno do Messias e como será Seu triunfante Reino Milenar. Nosso objetivo, neste momento, é propor uma reflexão mais aprofundada de nossas convicções em relação à trajetória da Igreja, e ratificar, com respaldo bíblico, nossa segurança quanto à fé que professamos.

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera. A esse seja glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre”. Amém”. (Efésios 3: 20,21).

Introdução

Com o aumento da iniquidade, nestes últimos dias, muitos estão se afastando da verdade e descaindo da santificação, dando ouvidos às fábulas e aos ventos de doutrinas que negam a verdadeira essência do evangelho de Cristo. Jesus profetizou esse tempo como um sinal da proximidade de Sua volta. Segundo a profecia de Cristo, neste tempo, o ceticismo também irá aumentando, e em função do aumento da iniquidade, o amor da maioria será praticamente dissipado. (Mateus 24: 12). Diante das constantes investidas contra a verdadeira fé e ao evangelho de Cristo, nos sentimos no dever de defender a verdade que conhecemos, e propor este estudo como uma forma de justificar as razões da firmeza que há em nós. Tudo isto que vem acontecendo, por si só, é o cumprimento das profecias bíblicas. O evangelho do reino é uma realidade mundial que não pode ser contestada. Este fenômeno é o testemunho da autenticidade do Novo Testamento, que mostra, eficazmente, o triunfo da Igreja instituída por Deus como coluna da verdade.

“Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade”. (1 Timóteo 3: 15).

Há justificação sem o sacrifício de Cristo?

Não é novidade pra ninguém que os judeus nunca creram na mensagem do evangelho. O que muito nos intriga é o surgimento, nestes últimos tempos, de certos defensores das tradições judaicas, e da circuncisão, como princípio de justificação. Quase dois mil anos depois da formação da Igreja, de repente, surgem os mestres de última hora, apregoando o retorno da Igreja às raízes judaicas, e defendendo o judaísmo como base da verdadeira religião. Com a invejável cultura hebraica em evidência, ser judeu se tornou uma questão de status. Onde estavam estes mensageiros de carteirinha nestes dois mil anos? Porque não apareceram para defender os judeus quando eles atravessavam os piores momentos de sua história? Teria Cristo morrido em vão? Ou será que a Igreja tomou um caminho errado, e só agora, Deus se lembrou de levantar pessoas capazes de enxergar essa falha? Não vejo na Bíblia profecia que justifique esta debandada de gentios para o judaísmo. Vejo, porém, promessa de salvação aos judeus por causa dos pais, quanto ao evangelho, estarão endurecidos até o fim. A salvação é uma dádiva única da bondade de Deus. Se dependêssemos de nossas ações para justificação, a misericórdia de Deus tornar-se-ia inútil, e o sacrifício de Jesus nada representaria na salvação do homem. Equivocadamente certos religiosos cristãos estão buscando a justificação pela circuncisão da carne e negando assim toda a verdade do Novo Testamento. A Bíblia é um livro completo, suas profecias estão se cumprindo nos mínimos detalhes, dando testemunho incontestável de sua eficácia e comprovando sua autenticidade enquanto Palavra de Deus.

“E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais, Deus a cumpriu a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus”. (Atos 13: 32).

O que fez Israel nos dias de Samuel?

Apesar de ser um povo peculiar e escolhido para ser o povo de Deus, os filhos de Israel preferiram seguir os costumes dos outros reinos, e exigiram um reino humano em lugar do domínio régio do Criador.

“E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles”. (1 Sam. 8:7).

Com a escolha que fizera, Israel se transformou em um reino semelhante aos demais. Porém, o Senhor não desistiu de estabelecer um Reino Teocrático e de alcance mundial, para isso, levantou o Messias trazendo salvação a todos os povos e nações.

“Proclamarei o decreto: o Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão”. (Salmos 2:7,8).

Não obstante a descendência de Abraão, segundo a carne, seja numerosa como as estrelas do céu, o texto lido determina que a herança provenha de um só descendente. A justificação não é atribuída pela linhagem de sangue, nem pela circuncisão na carne, mas pelo sangue de um só descendente. De sorte que o próprio Jesus não é Filho de Davi, segundo o sangue, porque não é filho biológico de José. Depois da queda de Jeconias, rei de Judá, Deus estabeleceu que nenhum de seus filhos, segundo a carne, assentaria em seu trono dali em diante.

“Assim diz o Senhor: Escrevei que este homem fica sem filhos, homem que não prosperará nos seus dias; pois nenhum da sua linhagem prosperará para assentar-se sobre o trono de Davi e reinar daqui em diante em Judá”. (Jeremias 22: 30).

O tabernáculo de Davi caiu quando Deus o arrancou das mãos de Jeconias, o qual era da linhagem de Davi, segundo a carne. Aquele tabernáculo foi reerguido na Igreja, a linhagem de Abraão segundo a promessa. São dois tempos distintos aplicáveis ao trono de Davi. Um trono segundo a linhagem de sangue, cujo tempo findou com o desastroso reinado de Jeconias, e o trono messiânico, no qual Jesus se assentará no milênio.

“Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai, e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim”. (Lucas 1: 32,33).

Israel não compreendeu que Jesus veio estabelecer um reino diferente do que eles sempre defenderam. Se tivessem considerado a profecia de Jeremias, teriam percebido que o Messias não poderia assentar-se, agora, em Seu próprio trono, porque antes deveria assentar-se no trono do Pai.

“Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?” (Mateus 22: 44).

A princípio, a missão de Jesus não era julgar o mundo, antes Ele deveria libertar o mundo do pecado, e salvar um povo especial, e assentar futuramente para reinar sobre a casa de Judá.

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. (João 3: 17).

“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono”. (Apocalipse 3: 21).

Por não entender a missão de Jesus, e não decifrar o caráter de Seu reino, Israel preferiu rejeitá-Lo como Messias. Mas esta não foi a primeira vez que fizeram isto. Ainda nos dias do profeta Samuel, Israel rejeitou o governo do Eterno, preferindo um reino humano ao domínio teocrático do Altíssimo. Não vendo em Jesus o perfil que esperavam, agiram novamente como nos dias de Samuel, e mais uma vez impediram que o reino dos céus se estabelecesse sobre eles.

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui”. (João 18: 36).

Jesus deixou muito claro que agora não é tempo de assentar-se sobre o trono de Israel. Mas agora o meu reino não é daqui, disse Ele a Pilatos. Ele não veio defender uma nação, ou um reino de natureza secular. Sua missão era muito mais nobre, antes disso, era necessário que morresse para salvar o mundo, e reunir todo o povo de Deus em um único rebanho.

“Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”. (João 12: 24).

Se Jesus lutasse fisicamente para defender o reino de Israel, somente aquela nação seria salva. E quanto aos outros povos? Continuariam fora das misericórdias de Deus? Como ficariam então as promessas que o Criador fez a Abraão, dizendo que em sua descendência todas as gentes da Terra seriam abençoadas? Morrendo na qualidade de Salvador, o Messias pode salvar todos aqueles que se tornarem participantes do Seu sangue. Desta forma, era necessário que Ele morresse, para doar o sangue, e para salvar os crentes antes de assentar como Rei sobre o trono de Davi.

“E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”. (Apocalipse 11: 15).

Nem mesmo os discípulos haviam percebido que o tempo da regeneração, ou seja, o tempo de Jesus restaurar o reino literal de Israel, ainda estava por vir.

“Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder”. (Atos 1: 6-8).

A pergunta dos discípulos revela a esperança dos israelitas em um Messias que os libertasse imediatamente pela força e pela espada. Jesus sabia que há um tempo determinado para que isto seja feito, mas esse tempo pertence a Deus, e está no futuro. Agora, Seu reino não é daqui. Ele veio para restaurar o tabernáculo de Davi, que estava caído, e estabelecer o culto ao verdadeiro Deus, pela Igreja verdadeira que edificou. No tempo estabelecido pelo Pai, aí sim, Ele virá para assentar-se como rei sobre Seu trono.

“Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome. E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, levantá-lo-ei das suas ruínas, e tornarei a edificá-lo.

Para que o restante dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas”. (Atos 15: 14-17).

Se Jesus restaurasse naquele tempo o reino a Israel, os gentios ficariam fora das promessas de Abraão. Com a restauração do tabernáculo de Davi, Jesus abriu a porta para que também os gentios servissem ao Deus de Israel. Sem exceção e sem acepção de pessoas, o culto e a adoração, até então exclusivos dos israelitas, foram franqueados também aos gentios, para que Deus mostrasse sua misericórdia a todos.

“Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”. (João 4: 21-23).

Com a descentralização do culto e do reino, a adoração foi estendida também aos outros povos. Eis a principal razão que levou os judeus a não aceitarem Jesus como o Messias. Eles sempre fizeram dura oposição ao tratamento que Jesus dispensava aos estrangeiros. Viram a atenção de Jesus aos gentios como uma traição à pátria, e isto foi decisivo para que o rejeitassem.

“E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito”. (Efésios 2: 17,18).

Que disse Ageu sobre o Messias?

Ageu descreveu, com conhecimento de causa, os acontecimentos que confirmam Jesus como o Messias prometido.

“Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, farei tremer os céus e a terra, o mar e a terra seca; E farei tremer todas as nações, e virão coisas preciosas de todas as nações, e encherei esta

casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos”(Ageu 2:6-9)

Deus não se limita à riqueza material. Pensar que o Criador estava falando de ouro ou prata é pensar pequeno, e ofuscar Sua grandeza. É limita-Lo à glória aparente das coisas perecíveis deste mundo.

“Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o Senhor; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra”. (Isaías 66: 1,2).

As coisas preciosas que viriam de todas as nações são pessoas convertidas. Aos olhos de Deus, alguém que O serve tem valor maior que qualquer tesouro humano, e qualquer casa construída pelas mãos humanas. A glória daquela casa não era sua arquitetura, mas os que estavam dentro dela!

“E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos; naquele dia que farei eles serão para mim particular tesouro, poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve”. (Mal. 3: 17,18).

A glória que viria àquela casa é a glória do Messias, sob a virtude do Espírito Santo e na Pessoa do Filho de Deus.

“O espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos”. (Isaías 61: 1).

A profecia de Ageu nunca se cumpriu literalmente. Aquele templo foi reformado diversas vezes até se transformar no templo de Herodes, mas, literalmente, nunca superou a grandeza do primeiro templo. Deus encheu o templo de Salomão com Sua glória. Para que a glória do segundo templo superasse a do primeiro, era necessário que a presença de Deus estivesse sobre ele como nunca estivera no templo de Salomão.

“E os sacerdotes não podiam entrar na casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a sua casa”. (II Crônicas 7: 2).

O leitor deve ter percebido que Ageu não falava do metal corruptível. Mas, se mesmo assim, estiver em dúvidas sobre a glória do segundo templo, compare esta glória com a do primeiro templo, e verás que Deus não se referia as riquezas materiais. Medite: Se a glória do primeiro templo foi a grandeza da presença de Deus, de sorte que os sacerdotes nem podiam entrar, somente com uma manifestação, ainda superior àquela, a glória do segundo templo poderia superar tão grande glória. Isto explica a profecia de Ageu. O profeta falava do Messias, que viria mediante o poder de Deus, e Sua glória faria o segundo templo ainda mais glorioso que o primeiro. Ora, se a primeira casa foi cheia da Glória de Deus, para que a glória do segundo templo fosse ainda maior, era necessário que a presença de Deus viesse sobre ele de uma forma ainda mais formidável.

“E eis que está aqui quem é maior do que Salomão”. (Mateus 12: 42).

O Messias que os judeus esperam não virá. O segundo templo foi destruído no ano 70 e a grande glória que esteve sobre ele foi a glória de Jesus, portanto, Este é o Messias que viria.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. (João 1: 14).

Os judeus esperam um Messias que os salve definitivamente de todos seus opressores e construa um terceiro templo em Jerusalém. Na prática, tudo isto se cumpriu em Cristo. Na profecia de Ageu, Deus disse que aquele segundo templo seria o último a ser construído.

“A glória desta última casa será maior do que a da primeira”

A expressão: "ainda uma vez" na profecia de Ageu, dá conta de que aquela seria a última vez que Deus faria uma obra de tamanha grandeza.

“Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, farei tremer os céus e a terra, o mar e a terra seca”(Ageu 2:6)

Mas Israel não creu nem O aceitou como o Messias, para que se cumprisse outra profecia, de Isaías, confirmando a Sua vinda:

“Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez: Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, A fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, E se convertam, E eu os cure. Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele”. (João 12: 38-41).

Que é o Tabernáculo de Davi?

Não faria sentido falar da independência do sacerdócio de Cristo, em relação ao Estado de Israel, e colocar a Igreja como uma instituição humana. A Igreja é o Tabernáculo de Davi restaurado. Sua mensagem é universal, e sua linguagem não se caracteriza pela língua de um único povo, porque, se Deus aceita os gentios, também aceita sua linguagem. Disse Paulo:

“Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida”. (1 Coríntios 14:19).

Quando alguém se converte ao evangelho, deixa de ser judeu ou gentio, e torna-se uma nova criatura, é adotado por Deus como filho, e pela fé, torna-se também herdeiro da mesma promessa de Abraão.

“E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas. Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo”. (Atos 10: 34-35).

Com a edificação da Igreja, Jesus uniu os dois povos em único corpo. Portanto, a Igreja não é literalmente judaica e nem uma sociedade gentílica. Com a união destas duas classes, o povo de Deus ganhou uma nova identidade. Os que creram tornaram-se cidadãos do reino dos céus, e coerdeiros da promessa de Deus por Jesus Cristo.

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”. (1 Pedro 2: 5). “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdòcio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1 Pedro 2: 9).

Nesta concepção, não há estrangeiros nem forasteiros, porque todos se tornam membros de um mesmo corpo. (Efésios 2: 15,16). A Igreja não tem vínculo com o Estado; não é patrimônio da humanidade. A Igreja é uma instituição divina; a família de Deus; um organismo vivo; um sacerdócio real. É casa espiritual para morada de Deus.

“Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina”. (Efésios 2: 19-22).

Repito: Jesus uniu judeus e gentios, formando uma nova comunidade, reunido na Igreja, todos os que se salvam por meio do evangelho. De ambos os povos, Ele formou a nova linhagem de Abraão, de cujo corpo, Ele é a cabeça, e de cujos ramos, é a própria raiz. A Igreja tem o dever de aceitar que o reino do Messias não faz parte de nenhum império deste mundo. A Igreja romana, no entanto, foi unida ao Estado, mas esta não é a Igreja que representa o reino espiritual de Deus.

Por que não celebrar as festas judaicas?

As festas comemorativas judaicas eram determinadas para os israelitas naturais. Deus ordenou que todo natural de Israel habitasse em tendas, durante os sete dias.

“Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas”. (Levítico 23: 42).

Seguindo o calendário gregoriano, adotado oficialmente pelo mundo inteiro, é praticamente impossível celebrar as festas israelitas dentro do modelo exigido pelo Criador. O quadro a seguir dá a dimensão exata da forma como Deus exigiu que estas datas fossem observadas. No calendário atual não é possível seguir esta contagem. Para começar, nem sempre o dia 14 de Abibe coincide com o sexto dia da semana. Sendo assim, a mudança recai sobre o dia semanal ou sobre o dia do mês. Para a celebração do Pentecostes, deveriam ser contadas sete semanas inteiras. Este estatuto é impossível ser observado em nosso tempo, porque os dias do mês não obedecem à mesma ordem.

“Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão”. (Levítico 23: 15).

Deus ordenou que se contassem sete semanas inteiras. Dentro destes cinquenta dias, cada sábado deveria entrar exatamente dentro do mesmo dia do mês, todos os anos. Isto é, para contar as sete semanas completas, os dias semanais teriam que cair dentro do mesmo mês todos os anos. Caso contrário, o Pentecostes não coincidiria com o primeiro dia após o sétimo sábado. A Páscoa, consequentemente, devia ser observada anualmente aos catorze do primeiro mês, portanto, era estatuto perpétuo, não podia ser celebrada em outro dia, nem outra data.

“E este dia vos será por memorial, e celebrá- lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo”. (Êxodo 12: 14). Quadro das festas:

Caro amigo, Deus estabeleceu a Páscoa, não pela festa em si, mas pela data, porque naquele dia Israel foi tirado do Egito.

“Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo”. (Êxodo 12: 17).

A vontade do Criador era que aquela data fosse relembrada rigorosamente dentro do tempo estipulado. Mas esta contagem só funcionava naquele calendário. Hoje, no entanto, não há como contar as sete semanas completas, de modo que os dias da semana coincidam com os mesmos dias do mês, todos os anos. Pode-se constatar isto pela Ceia do Senhor. A Ceia substituiu a Páscoa do Antigo Pacto. A cada ano, nós a comemoramos em 14 de Nisã, contudo, sem contar os dias da semana. Isto é aceitável, porque Cristo não determinou santa convocação, a única recomendação, para este dia, é que nele relembrássemos a Sua morte.

“Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha”. (1 Coríntios 11: 26).

Que dizia Paulo sobre esta questão?

Ainda que Paulo participasse de algumas festividades: Ázimos, Páscoa ou Pentecostes, ele não fazia isto em observância aos mandamentos estatutários da lei cerimonial. O objetivo principal de Paulo, no entanto, era a conquista dos judeus para o evangelho. Participando das festividades, eram bem maiores as chances de ganhá-los para Cristo.

“Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus...”. (I Coríntios 9: 20).

Em outra conversa do apóstolo, é possível perceber a distância entre ele e o judaísmo, de forma que ele mesmo se pergunta:

“Pois quê? Somos melhores do que eles? De maneira nenhuma, pois já demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado”. (Romanos 3: 9).

Paulo era profundo conhecedor da religião e da cultura israelita. Ele chegou a dizer que para estar ligado ao judaísmo, era necessário desligar-se do evangelho de Cristo.

“Porque eu mesmo desejaria ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne; os quais são israelitas, de quem é a adoção, e a glória, e os pactos, e a promulgação da lei, e o culto, e as promessas”. (Romanos 9: 3,4).

O cordeiro da Páscoa era apenas um símbolo do verdadeiro Cordeiro de Deus, prometido desde os dias de Abraão. Vindo o verdadeiro Cordeiro, a Páscoa do Antigo Pacto passou do simbolismo para seu significado real.

“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”. (1 Coríntios 5: 7).

Eis o motivo porque Deus justificou Abraão não circuncidado. Todos que se circuncidam, são obrigados a guardar toda a lei mosaica.

“Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça, mas a justiça que vem da fé. Mas Israel, buscando a lei da justiça, não atingiu esta lei”. (Romanos 9: 30,31).

Abraão recebeu o sinal da circuncisão mesmo sem ser circuncidado na carne. Isto mostra que o verdadeiro selo de Deus, e a promessa, não depende da circuncisão.

“Como, pois, lhe foi imputada? Estando na circuncisão, ou na incircuncisão? Não na circuncisão, mas sim na incircuncisão. “E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé que teve quando ainda não era circuncidado, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão, a fim de que a justiça lhes seja imputada”. (Romanos 4: 10,11).

O texto lido não apenas confirma que Abraão foi justificado antes de ser circuncidado, como também diz que ele recebeu o selo da justiça, ainda na incircuncisão, para ser o pai daqueles que também não são circuncidados. Pois a lei veio quatrocentos e trinta anos depois de Abraão ter sido justificado, e isso nada muda em relação à promessa de Deus.

“Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa”. (Gálatas 3: 17).

Se o sinal de Deus fosse dado a Abraão somente depois de ele ser circuncidado, aqueles que não se circuncidassem atualmente não poderiam fazer parte de sua descendência. Assim, Deus providenciou um meio para que todo aquele que crê no descendente legítimo de Abraão, possa ser também justificado sem a circuncisão carnal.

“Porque não foi pela lei que veio a Abraão, ou à sua descendência, a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo, mas pela justiça da fé. Pois, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é anulada. (Romanos 4: 13,14).

É exatamente aqui que entra a misericórdia de Deus. Porque tanto judeus quanto gentios todos foram postos debaixo do pecado, para que todos reconheçam sua dependência da graça de Deus e O busque por meio do sacrifício de Seu Filho Jesus.

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”. (Tito 3: 5).

Que quer dizer santa convocação?

Os dias festivos de Israel eram dias de descanso obrigatório. Aqueles que os observam atualmente, mas não guardam as santas convocações, incorreriam em desobediência, caso estas ordenanças ainda estivessem em vigor.

– Festa das Primícias:

“Semelhantemente, tereis santa convocação no dia das primícias… nenhum trabalho servil fareis”. (Número 28: 26).

– Ázimos:

“...neste mesmo dia, pois tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; é estatuto perpétuo em todas as vossas habitações pelas vossas gerações. (Levítico 23: 21).

– Festas das Trombetas:

Semelhantemente, tereis santa convocação no sétimo mês, no primeiro dia do mês; nenhum trabalho servil fareis; será para vós dia de sonido de trombetas”(Números 29:1).

– Yom Kipur ou, Dia do Perdão:

“E no dia dez deste sétimo mês tereis santa convocação... E naquele mesmo dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante o Senhor vosso Deus. Porque toda a alma, que naquele mesmo dia se não afligir, será extirpada do seu povo”. (Números 29: 7Levítico 23:28-29).

Não era obrigatório que o estrangeiro se circuncidasse, mas para ele se naturalizar, deveria então ser circuncidado, pois aos incircuncisos era proibido comer a Páscoa.

“Quando, porém, algum estrangeiro peregrinar entre vós e quiser celebrar a páscoa ao Senhor, circuncidem-se todos os seus varões; então se chegará e a celebrará, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela”. (Exodo 12: 48).

Por esses motivos, aqueles que celebram as festas israelitas nos dias atuais, especialmente, Páscoa e Pentecostes, estão cometendo um grave erro, quebrantando de modo flagrante as ordenanças do Criador, por celebrá-las de forma totalmente incorreta. Primeiro, porque as celebram de acordo com um calendário pagão, cujas datas não coincidem com as datas determinadas pelo Eterno. E segundo, porque não observam as santas convocações. O mais importante não era a comida ou a bebida, e sim, o Criador queria que o êxodo fosse relembrado exatamente dentro do dia da semana e no mesmo dia do mês, todos os anos. Aquele dia era de tamanha importância que levou o Criador a estabelecer um calendário exclusivo para essa finalidade. Ao contrário do calendário semanal, que existia desde a criação do mundo, aquele calendário, até então, não existia formalmente. Sua criação se deu em função do êxodo para que aquele feito fosse lembrado entre eles. A Igreja não participou literalmente do êxodo, por isso ela é desobrigada de praticar qualquer festividade desta natureza, cuja razão era exclusivamente comemorar a saída de Israel do Egito, principalmente as santas convocações. Mas, ao que parece, esta exigência do Criador, para os judaizantes, é a única parte da lei que não está mais em vigor. Sempre os vemos em trabalho servil nestes dias. Quer dizer, as comidas e bebidas se observam, mas as santas convocações não? Onde estão os sábados? Foram abolidos por Cristo? Se foram, por que continuam observando as festas? Não foram elas abolidas também?

“E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. Guardareis, pois, a festa dos pães ázimos, porque nesse mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia através das vossas gerações por estatuto perpétuo”. (Êxodo 12: 14; 17).

E em terceiro lugar, a Páscoa era um memorial consagrado com sangue de cordeiros, símbolo da verdadeira Páscoa que Cristo consagrou com Seu sangue. Torná-la obrigatória hoje, é o mesmo que menosprezar o sacrifício de Cristo.

“E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós”. (Lucas 22:19-20).

Se a Páscoa foi instituída para celebrar a saída dos israelitas do Egito, ela naturalmente deveria ser celebrada com sacrifícios literais. Assim também a Ceia celebra a libertação da Igreja no sentido espiritual, com sacrifício que espiritualmente simboliza o Cordeiro da Páscoa. A propósito, incircuncisos não podiam comer a Páscoa, e, por incrível que pareça, este é o principal motivo que leva um gentio a se circuncidar. Imaginando que têm o dever de celebrar as festas judaicas, e como elas só eram permitidas aos circuncidados, circuncidam-se com esta finalidade, e trocam o sacrifício de Cristo pelas cerimônias da religião judaica. O sangue está ligado a todos os atos de libertação desde o princípio. Deus instituiu o sacrifício de animais até a vinda do Messias, o verdadeiro Cordeiro Pascal.

“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo”. (I Pedro 1: 19).

Assim como aquela Páscoa mereceu uma comemoração que estivesse à altura do acontecimento extraordinário que o Criador operou no Egito, a salvação que o Pai Eterno levantou através do Messias, é de igual forma digna de semelhante comemoração. A Páscoa era celebrada com animais como sinal da saída de Israel do Egito. A Ceia é celebrada com um único sacrifício, em comemoração à libertação do engano e do pecado para sempre.

“Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para sempre à direita de Deus”.(Hebreus 10: 12) “.

Havendo o Filho de Deus morrido para tirar os pecados do mundo, uma vez que pretendermos oferecer sacrifícios ao Pai, deveremos fazê-lo com o sangue de Seu Filho, pois Ele foi quem morreu pelos nossos pecados.

“Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão. Pelo que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade”. (Gálatas 5:1- I Coríntios 5:8).

No tocante à celebração da antiga Páscoa, celebrá-la hoje, é o mesmo que trocar o sacrifício de Cristo por sacrifícios de animais.

“Doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo”. (Hebreus 9: 26).

Conclusão:

Quando passa a interessar pela religião judaica, nenhum gentio pensa em circuncisão. Este procedimento é consequência dos efeitos que estes princípios acarretam àqueles que a eles se sujeitam. A esta altura, o indivíduo já não tem mais a sensibilidade de ver que, no Novo Concerto, a circuncisão já não faz qualquer sentido. A mudança comportamental em Pedro é o melhor exemplo. Como judeu, Pedro não podia sequer entrar na casa de incircuncisos, mas como um novo homem, entrou na casa de um gentio incircunciso e comeu com eles.

“E quando Pedro subiu a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão, dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos e comeste com eles. E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida. (Atos 11: 2,3,18).

Como disse o anjo a Daniel, este é um tempo em que muitos correriam de um lado para outro pela falta de estabilidade. (Daniel 12: 4). Mas, ao povo de Deus, Jesus disse que seria dado o conhecimento dos mistérios do reino de Deus, na mesma proporção em que aos outros estes mistérios estariam encobertos.

“Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado”. (Mateus 13: 11,12).

Finalizando, desejamos que este instrumento de estudo contribua para aperfeiçoamento na fé e no conhecimento de todos.

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”. Tiago 1: 5).

 

 

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