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Para Onde Foram Enoque, Moisés e Elias?

Você crê que Enoque, Moisés e Elias estão no Céu? Há muitas interpretações sobre a alma humana, mas nem todas estão de acordo com Palavra de Deus. Neste mundo, impregnado de doutrinas sem base bíblica, conhecer bem a respeito do arrebatamento de Elias, o traslado de Enoque, e entender sobre a morte misteriosa de Moisés, são coisas que podem ajudar em muito no conhecimento da verdade. Afinal, são as interpretações equivocadas, de que esses homens de Deus foram levados vivos para o Céu, que dão suporte às crenças como Imortalidade da Alma; uma Morada no Céu para aqueles que obedecem a Deus; crença na existência do Purgatório e de um Inferno de Fogo à espera dos desobedientes e pecadores.   

Como deve ser entendida a parábola do rico e Lazaro? Para se entender melhor sobre o que de fato aconteceu com Elias e Enoque, precisamos, primeiramente, compreender pelo menos um pouco a respeito da existência humana. Os teólogos da Doutrina da Imortalidade da Alma tentam, de todas as formas, levar o entendimento em torno desta questão para o campo do sobrenatural. Para isso, usam vários artifícios imaginários, como se fosse possível uma pessoa deixar o próprio corpo, após a morte, e subir para junto de Deus. Explicam a parábola do Rico e Lázaro como se fosse uma história, e não uma parábola. Muitas diferenças existem entre uma parábola e uma história em vida real. Na parábola, os exemplos são representados por seres ou coisas simbólicas. Observem a parábola do trigo e do joio. Estes dois elementos representam pessoas boas e más. Outro exemplo é a parábola do publicano e o fariseu. Na realidade, aqueles dois homens não existiam, pois, se existissem, a fala de Jesus deixaria de ser uma parábola, e passaria a ser uma narrativa ou um relato histórico. 

Estas interpretações equivocadas têm levado muitos a imaginarem que Lázaro, o da parábola, e Lázaro, o irmão de Marta e Maria, fossem uma só pessoa. No entanto, a ressurreição de Lázaro, irmão de Marta e Maria, de fato aconteceu.  Por outro lado, o Lázaro da parábola de Jesus simboliza os povos gentios, os quais, no Antigo Concerto, não desfrutavam das mesmas bênçãos de Israel. O Rico, no entanto, simboliza a nação de Israel, que, no Antigo Pacto, sempre usufruíra de todas as prerrogativas de Deus, conforme afirma o apóstolo Paulo: "os quais são israelitas, de quem é a adoção, e a glória, e os pactos, e a promulgação da lei, e o culto, e as promessas" (Rm 9.4).  

Paulo afirma que Israel era detentor de todas as riquezas da graça de Deus. De fato, até aquele tempo, os povos gentios eram excluídos do plano de Deus e nem sequer faziam parte do Seu povo. "Portanto, lembrai-vos que outrora vós, gentios, chamados de incircuncisão, pelos que na carne chamam circuncisão, feita pela mão dos homens, estáveis naquele tempo sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo" (Ef 211,12).

Os povos gentios, representados por Lázaro, viviam a mendigar as migalhas que caiam da mesa farta do

rico povo de Israel. Na opinião de Jesus, não era justo tirar o alimento da boca dos filhos para dar aos cachorrinhos. (Mt 15.26). As palavras do Mestre deixam claro que os gentios, na visão daquela sociedade, formavam uma classe menos importante. Os judeus, a exemplo do rico, eram os primeiros no plano de Deus. Aliás, os gentios nem eram considerados como um povo, como disse o apóstolo Pedro: "vós que outrora nem éreis povo [...] Ao que ela disse: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos" (1Pd 2.10; Mt 15.27).

Jesus considerou injusto transferir para os gentios a porção que estava separada para os filhos. Será mesmo que Jesus considerava os gentios como cães? Todos nós sabemos que não. Então, por que Ele disse isto sobre os gentios? A única explicação, que de fato responde a esta pergunta, está nas próprias palavras de Jesus. "E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel" (Mt 15.24).

Literalmente, Jesus foi enviado em primeiro lugar para os filhos de Israel. Na parábola, a fala de Jesus deve ser entendida no sentido figurado. O Rico era uma alusão aos judeus, que se vangloriavam de ter a Abraão por pai, enquanto os gentios, nem sequer eram considerados como povo de Deus. Com a vinda de Jesus, esta situação se inverteu. Os judeus deixaram de representar o povo escolhido e os gentios foram então reconhecidos como o povo de Deus em seu lugar. "e agora sois povo de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, e agora a tendes alcançado" (1 Pd 2. 10).

Sobretudo, é importante compreender as circunstancias que levaram Jesus a proferir a parábola. A dureza do povo de Israel e a relutância em aceita-Lo, como Messias, eram os principais motivadores de Seus sermões. A maioria das mensagens de Jesus era direcionada a eles. Em algumas circunstâncias, o Mestre utilizava-se de certos referenciais que os delineavam muito bem como protagonistas de Suas pregações, como por exemplo, "os primeiros" enquanto os gentios eram chamados de derradeiros; "os filhos do reino" e os gentios, os cachorrinhos... etc.

Observe(m) que o Rico chama a Abraão de Pai, e este, por sua vez, o chama também de filho, confirmando-o como alguém dentre aquela nação. Além disso, assim como Lázaro se servia das migalhas que caiam da mesa do rico, os gentios é que foram os participantes das benções de Israel, e não ao contrário. "[...] se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as materiais" (Rm 15.27).

Vejamos o texto no tocante à parábola. "Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que em tua vida recebeste os teus bens, e Lázaro de igual modo os males; agora, porém, ele aqui é consolado, e tu atormentado" (Lc 16.25).

Não há a menor possibilidade de que esse texto possa ser compreendido no sentido literal, por vários motivos.

            1). Abraão já era morto, portanto, impossibilitado de dialogar com alguém, pois, biblicamente, os mortos estão em silêncio. "Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio" (Sl 115.17).

            2). Havia um grande abismo entre ambos tornando impossível o contato. – O abismo é o endurecimento de Israel como nação. Como rico e abastado, Israel rejeita a salvação do Messias, e torna-se seu inimigo, e por isso, quando se vê em apuros, recorre ao Pai Abraão, mas não alcança o que procura. "O que Israel buscava, isso não o alcançou [...] Quanto ao evangelho, eles na verdade, são inimigos por causa de vós [...] (Rm 11.7 e 28)

            3). O rico pede pela casa de seu pai e por seus cinco irmãos. "Disse ele então: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai" (Lc 16.27,28). A nação de Israel é a casa paterna de todo o judeu, e seus cinco irmãos são as nações da linhagem do patriarca Abraão segundo a carne.  

            4). Abraão sugere que o rico procure Moisés e os profetas. (Vs 29). Isso esclarece que se trata mesmo da nação de Israel, pois foi a esta que Moisés distribuiu a lei.

            5). A maior prova de que esta parábola não deve ser entendida literalmente está no versículo 31.     O rico suplica que Abraão envie algum dos mortos para falar ao seu pai e a seus cinco irmãos, ao que Abraão responde: "Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que RESSUSCITE alguém dentre os mortos"  (Lc 16.31).  – A fala de Jesus deixa clara a necessidade de que os mortos ressuscitem para falar ou ter contato com alguém. A partir deste princípio, chegamos a conclusão de que Jesus não se referia a pessoas físicas ou literal, mas a um simbolismo onde cada elemento representa algo da vida real, e Lazaro e o rico protagonizam duas sociedades com papéis bem definidos.  

Lázaro representa os gentios salvos por meio de Cristo, mortos espiritualmente na carne, mas vivos na graça de Deus, ou ainda, no seio do Pai Abraão. "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" (Rm 6.11).  

Que dizer das pessoas que ressuscitaram em Jerusalém? Como já dissemos em outros estudos, a forma de escrever um texto pode alterar em muito o seu significado. O mesmo acontece com a forma de entender. É preciso levar em consideração o contexto em que o relato foi produzido, e as circunstâncias em que o mesmo está inserido. Assim também são com as pessoas que ressuscitaram depois da ressurreição de Jesus. Há quem afirme que tais pessoas foram para o Céu assim que saíram do túmulo, antes mesmo do Filho de Deus. Na verdade, tais explicações só confirmam o que já dissemos: querem forçar uma ida da igreja para o Céu, mesmo que a Bíblia esteja dizendo o contrário.  

Os ressuscitados no dia da morte de Cristo foram para o Céu? Vamos analisar o que Mateus

registrou sobre a ressurreição de alguns santos. "os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele (Jesus), entraram na cidade santa, e apareceram a muitos" (Mt 27.52).  

É natural que alguém diga que aquelas pessoas foram para a Jerusalém celestial, quando não tem conhecimentos bíblicos, porque sempre dizem o que ouvem dos mais antigos e dos líderes de suas religiões. Mas o povo de Deus não pode se prender a um ensinamento sem o menor respaldo bíblico como este. Que aquelas pessoas ressuscitaram, estamos certos. Isto foi o que Mateus escreveu em seu evangelho. Agora, que elas foram para o céu, isso são interpretações eivadas de equívocos. Não restam dúvidas de que, quem idealizou tais ensinamentos, creia que os mortos morrem e vão pessoalmente para junto de Deus. Segundo Mateus, os ressuscitados saíram do sepulcro, entraram na cidade e a apareceram a muitos. Voltando um pouco, vamos comparar a ressurreição de Lázaro, o irmão de Marta e Maria, com o fato descrito por Mateus: "E grande número dos judeus chegou a saber que ele estava ali: e afluiram, não só por causa de Jesus, mas também para verem a Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos" (Jo 12.9).  

A forma como Mateus relata a ressurreição daquelas pessoas é a prova de que elas não foram para o Céu, e, assim como Lázaro, permaneceram normalmente entre eles. Neste caso, eles entraram na própria Jerusalém terrena. Mesmo Jesus, depois de ressuscitado, permaneceu ainda por mais de quarenta dias com Seus discípulos antes de subir para junto de Deus. (At 1.3). Teriam eles subido para o Céu, antes mesmo do Filho de Deus? Paulo afirma que Jesus em tudo tem a preeminência: "também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência" (Cl 1.18).  

Jesus foi o primeiro a ressurgir dentre os mortos e o único a subir para o Céu. Aqueles que n’Ele crêem ressuscitarão, mas há um tempo para que isto aconteça. Deus tem o Seu tempo próprio para todas as coisas. "Cada um, porém, na sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda" (1 Co 15.23). Para tudo há uma ordem estabelecida por Deus para que em tudo Jesus tenha a preeminência. Vejamos:

     1. Ele foi o primeiro a ressurgir: (Cristo as primícias) 1 Coríntios 15.23.

     2. Foi o único a ressurgir para a vida eterna: (... e eu o ressuscitarei no último dia) João 6.44,54

     3. Foi o único que subiu para Deus: (Filhinhos... como eu disse aos judeus, também a vós o digo agora: Para onde eu vou, não podeis vós ir) João 13.33.

     4. Aquelas pessoas não ressuscitaram em corpo glorificado, porque há um tempo determinado por Deus para que isso aconteça; (depois os que são de Cristo, na sua vinda) 1 Coríntios 15.23. Portanto, elas não foram para o Céu. Pelo contrário, os ressuscitados naquele dia voltaram à vida em corpo carnal, e entraram na Jerusalém terrena e foram vistos por muitos.

     5. Nenhum salvo ressuscitou ainda, porque tal acontecimento está preparado para o último dia: (Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe...) Hebreus 11.13.

    6. A primeira ressurreição de santos para a vida eterna só acontecerá na vinda de Cristo: (Esta é a primeira ressurreição) Apocalipse 20.5.

   7. Todos os salvos serão recompensados com a ressurreição do último dia: (E todos estes, embora tendo recebido bom testemunho pela fé, contudo não alcançaram a promessa; visto que Deus provera alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados) Hebreus 11.39,40.

     8. Nenhuma ressurreição dos santos houve, nem haverá até o dia da volta de Cristo, quando ocorrerá

a primeira: "Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos. (Esta é a primeira ressurreição)" Apocalipse 20.5,6

A cidade santa, à qual Mateus se refere, é a Jerusalém terrena, e não a celestial, e os mortos então ressuscitados voltaram em corpo carnal, com certeza morreram novamente. Repare(m) como Mateus descreve a cena: "[...] entraram na cidade santa, e apareceram a muitos" (Mt 27.52). "e apareceram a muitos".  

Se Mateus não houvesse escrito esta frase, dificilmente alguém provaria que não se trata da Jerusalém celestial. Porém, tendo a escrito, a situação é inversa. A pergunta é: "apareceram a quem? Aos seres celestiais? Será que alguém pode estar invisível aos habitantes dos Céus, de forma a aparecer quando quer? Aparecer a muitos; no Céu? Ou melhor, será que alguém precisa aparecer aos seres celestiais?  

Enoque, Moisés e Elias, onde estão? Elias foi transportado do lugar onde se encontrava para outro lugar. Isso não quer dizer que o profeta tenha sido levado para o Céu dentro de um carro de fogo. O objetivo do carro de fogo foi apenas para separar Elias de Eliseu. Elias, na verdade, foi elevado num redemoinho. O redemoinho é formado por deslocamento de ar, logo, o profeta não saiu da atmosfera terrestre, pois fora desta não há redemoinho. O profeta também não suportaria a mudança de ambiente sem antes passar pela morte física. Para não ter morrido, Elias deveria ser um ser muito diferente dos demais seres humanos.  

É exatamente neste ponto que a doutrina da Imortalidade da Alma, bem como a crença de que o homem pode ser levado para o Céu, entram em constrangedora contradição com a Bíblia. Por exemplo, quando Adão pecou, o Criador determinou-lhe a morte como consequência de seu pecado. Por este motivo, a morte deveria passar por todos os humanos nascidos à semelhança de Adão. Sendo Elias da mesma natureza de Adão, ou seja, nascido na mesma condição, não poderia ser levado ao céu enquanto permanecesse naquele estado mortal. "... por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens..." (Rm 5.12).             

Alguém poderá questionar: – Não seria isto que aconteceu com Elias? Pois, sendo levado para o céu, ele passou diretamente de mortal para a vida eterna, e seu corpo foi transformado em um corpo imortal?      – Podemos assegurar que isto não aconteceu. Examinando outros exemplos na Bíblia, veremos que isso não pôde ter acontecido com Elias, nem com Enoque, nem com Moisés e nem com qualquer outro vivente. Veja.  "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (Jo 14.6). Em outro texto Jesus afirma: "Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida" (Jo 11.25).    

O único caminho para o homem chegar à presença de Deus é Jesus, e isso só é possível pela Sua morte e ressurreição. Será que, com Enoque, Elias e Moisés esse processo teria sido diferente?  

O homem, a princípio, foi criado para viver eternamente, contudo, com sua opção pelo pecado, acabou sentenciado à morte. Como somos da mesma natureza de Adão, igualmente haveremos de passar pela morte. Deus prometeu a vida eterna ao homem na condição de obediência. Disse-lhe que certamente morreria, se não se mantivesse em retidão. O homem é mortal, por isso todos os homens morrem. "E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo," (Hb 9.27). Elias seria uma exceção? Ou será que Paulo não sabia o que dizia? Paulo diz que o mortal precisa ser revestido pelo imortal, e o que é corruptível precisa ser revestido de incorruptibilidade, antes de passar para a vida eterna. (1 Co 15.53).  

Acontece que, uma transformação como esta, só é possível com a morte de Jesus. Logo, tendo Elias morrido antes de Jesus, teria ele ressuscitado primeiro e precedido até mesmo o Filho de Deus? Veja que não tem lógica. Paulo diz que Cristo foi o primeiro da ressurreição. Isto é a prova de que Elias não está no Céu, caso contrário, Jesus não seria o primeiro. Se de fato Elias já estivesse no Céu desde o seu arrebatamento, ele seria o primeiro; e Jesus o segundo. (1 Ts 4.17). "[...] a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram." (Rm 5.12)

O texto garante que todo mortal precisa, obrigatoriamente, passar pela morte física, para então receber um corpo imortal. "Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. [...] transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade" (1 Co 15. 22,51-53)

Analisando o gráfico a seguir o leitor poderá entender: cerca de dez anos depois de seu arrebatamento, o profeta Elias envia uma carta advertindo o rei Jeorão, o que comprova que ele (Elias) ainda estava vivo em algum lugar daquela região.

Elias é arrebatado nos dias de Jeosafá ainda reinando: "Perguntou, porém, Jeosafá: Não há aqui algum profeta do Senhor por quem consultemos ao Senhor?... Aqui está Eliseu, filho de Safate, que deitava

água sobre as mãos de Elias. (II Rs 3.11).

Jeosafá reinou 25 anos em Judá e foi sucedido por seu filho Jeorão. "Depois Jeosafá dormiu com seus pais... E em seu lugar reinou seu filho Jeorão. (I Rs 22.42,51)  

Jeorão recebe uma carta de Elias mui-to depois da morte de Josafá: "Depois Jeosafá dormiu com seus pais, e com eles foi sepultado na cidade de Davi. E Jeorão, seu filho, reinou em seu lugar. Então lhe veio uma carta da parte de Elias, o profeta, que dizia: Assim diz o Senhor, Deus de Davi teu pai:" (II Cr 21.1,12).

Qual era de fato o objetivo da transfiguração? O estado glorioso em que Jesus aparece a três de seus discípulos, Pedro, Tiago e João, é uma figura do maravilhoso reino de Deus. Seu rosto resplandeceu como o sol e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. Após a transfiguração, Jesus pediu a Seus discípulos que não revelasse o fato a ninguém até que Ele dos mortos ressuscitasse. (Mt 17.2)

Na transfiguração de Jesus, o reino de Deus foi mostrado aos discípulos numa visão do que há de ser. Portanto, este era o objetivo de Jesus. O Salvador queria que Seus discípulos o vissem, glorificado, como será ao findar o milênio, e prometeu que isso aconteceria antes que morressem, estando eles ainda naquela condição. Na visão, apareceram Moisés e Elias falando com Jesus, o que equivale a uma demonstração do que será o reino após o milênio com a Terra restaurada, conforme lhes prometera também em outra ocasião: "E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou," (Lc 22.29)

Veja como entender a transfiguração de Jesus e o que isto significa: Jesus faz uma revelação profética, em Mateus 16, e, seis dias depois, cumpre a promessa. "Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras" (Mt 16. 27). Analisando este texto, a impressão que temos é que Jesus falava do último dia. Parando um pouquinho para pensar, no versículo 28, no entanto, o Mestre lhes assegura: "Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão de modo nenhum provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino" (Mt 16.28).  

Jesus falava da transfiguração. Veja(m) como Mateus descreve a cena no capítulo 17 e esclarece a questão: "Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago e a João, irmão deste, e os conduziu à a um alto monte" (Mt 17. 1). Ora, alguns dos que ali estavam não provariam a morte sem antes contemplarem o reino de Deus. Jesus cumpriu a promessa ao transfigurar-se diante deles. Foi então,  

nesta visão, e naquela condição, que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. (Mt 17.3).

Ao ler este texto, a maioria dos estudiosos imagina que a presença de Moisés e Elias, ali no monte Tabor, era real. Na verdade, aquilo que viam era apenas uma visão. "Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja levantado dentre os mortos" (Mt 17.9). O Mestre mostrou-lhes o que será o Seu reino futuro. Ou seja, como Ele virá, na Glória de Deus, e estabelecerá o Seu reino, onde também estarão Elias e Moisés, como lhes revelara ao transfigurar-Se em visão.  

Vamos relembrar o que dissemos sobre a parábola do Rico e Lázaro. Numa manifestação em visão, assim como na parábola, as coisas não têm as mesmas propriedades das coisas reais. Sendo assim, podemos entender que Elias e Moisés não estavam em corpos reais na visão da transfiguração. O objetivo de Jesus, com aquele feito, não era mostrar alguém aos três apóstolos, e sim, cumprir o que lhes prometera no capítulo 16 de Mateus, ou seja, que alguns dos que ali estavam de maneira nenhuma passariam pela morte até que vissem o Filho do Homem no seu reino" (Mt 16.28).  

Uma visão não tem o mesmo caráter de uma manifestação literal. Imagine o profeta Daniel, por exemplo, quando viu quatro animais espantosos. Aqueles animais representavam quatro reinos, no entanto, nenhum daqueles animais era real, mas os reinos sim. Assim também aconteceu na transfiguração. Os apóstolos viram Moisés e Elias falando com Jesus, mas isto não quer dizer que ambos estão vivos, porque ali era apenas uma visão do futuro reino de Cristo, portanto, após a ressurreição dos mortos, quando tanto Moisés quanto Elias já estarão ressuscitados.  

O texto que fala da transfiguração de Jesus é o pivô da teoria em defesa da imortalidade da alma. Quem assim crê, defende que Elias e Moisés estão no Céu. Para todos os efeitos, afirmar que Moisés e Elias estavam ali pessoalmente é muito contraditório. Outros textos da Bíblia entrarão em choque com esta ideia, e reduzi-la-ão ao descrédito, inclusive, quando comparados com as próprias palavras de Jesus, que diz: "Ora, ninguém subiu ao céu, [...]" (Jo 3.13).  

Os heróis da fé; Enoque está entre eles? A carta aos hebreus destaca homens tais como: Abraão, Noé, Abel, Enoque, Sara, Isaque, Jacó, José, Moisés, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e muitos outros como heróis da fé, porque morreram em defesa da verdade e da verdadeira fé monoteísta. (Hb 11.4,5,7,8).  

Enoque também morreu? Sim, este também é contado como morto. Enoque foi trasladado (levado de um lado para outro) para não ser morto naquelas circunstâncias. O livro de Gênesis relata que os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. (Gn 5.21-24 ). Segundo o Dicionário de Português (On-line), trasladar significa: "Transportar; ação de transferir, de mudar de um lugar para outro...".  – Enoque não foi arrebatado para o Céu, pelo contrário, ele foi levado por Deus, para outra parte daquela região, porquanto a hora de Sua morte ainda não era chegada, mas depois também morreu e em Hebreus há o depoimento de que tanto Enoque quanto Moisés também estão mortos: "Enoque, Noé, Abrão, Sara, Isaque, Jacó, José, Moisés, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os santos profetas. [...] "Todos estes MORRERAM na fé [...]" (Hb 11.13).  

   IDSDC – Comissão de Estudos Bíblicos